Nova História, Velho Roteiro: A Troca de Partido de Geraldo Junior

Dois homens segurando contrato de troca de partido simbolizando a política de Pinheiro, Maranhão.

O ex-vereador e empresário Geraldo Junior decidiu que o União Brasil já não servia mais. Em menos de uma semana, já estava de malas prontas para o Cidadania 23.

“Amadurecimento de projeto”, disse ele.

Na prática, é mais uma troca de figurino para continuar no palco político. 

Segundo Geraldo, a mudança é fruto de reflexão e compromisso com as “reais necessidades da população”.

Mas convenhamos: todo político que muda de partido repete o mesmo roteiro — promessa de educação, emprego e renda.

O deputado federal Juscelino Filho ofereceu a legenda. Geraldo aceitou sem pestanejar, porque ninguém quer ficar fora do jogo bruto que decide quem manda na Princesa da Baixada.



Nas redes sociais, ele declarou que “começa uma nova história”.
Nova história? Talvez. Mas com personagens e enredos bem conhecidos: alianças, coalizões e promessas recicladas. 

O movimento é vendido como estratégico para Pinheiro e toda a Baixada.

Na prática, é mais um capítulo da velha dança das cadeiras, onde cada troca de partido é apresentada como revolução, mas termina como rearranjo de poder.

Geraldo Junior não apenas mudou de partido, mudou de figurino. O discurso é de renovação, mas o roteiro continua o mesmo: sobreviver no tabuleiro político, com frases ensaiadas e promessas recicladas.

O jogo é bruto, sim — mas também é previsível.

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